Vivinha da Silva

Sumi de novo,mas desta vez por um bom (Oo) motivo: meu marido ficou doente. Teve apendicite supurada, o detalhe é que ficou quase um ano supurado! Mas o organismo dele é tão bom que das inúmeras vezes que ele ficou doente no último ano, o corpo combateu sozinho a infecção. Agora ele foi operado, foi uma cirurgia enorme, tiveram que abrir a barriga de cima a baixo. Na saída da cirurgia o médico disse que ele não tinha previsão de alta, que tinha que ficar no hospital pq poderia precisar de mais cirurgias a qualquer momento, já que tinha sujeira pra tudo que é lado na barriga dele. Mas graças a deus não precisou, ele se recuperou maravilhosamente e ficou só uma semana no hospital.

Claaaro que isso aconteceu no dia do aniversário da nossa filha, causando a ausência dele na festa. Ao mesmo tempo, minha empregada foi embora e a Laura começou a escolinha. Voltou mordida 3 vezes. Se não tive um infarte ou derrame nesses dias de crise, não tenho nunca mais!

 

Laura Pausini

Fomos pro show em SP no dia 20 e foi muito bom!!!!

Na ida perdi 2 aviões, na volta foi turbulência de lá até aqui mas valeu o passeio! Com emoção é mais gostoso! hauhauha

Levamos só a Rosa, ela se comportou muito bem!

Show

Show

No shopping - comportamento exemplar

No shopping – comportamento exemplar

 

No avião - uma lady

No avião – uma lady

Minnie rosa

É o tema da festa de 2 aninhos da Laura. Vai ser super simples mas dá trabalho mesmo assim. Falta um monte de coisas pra fazer! E é dia 15 de março agora, tenho menos de 1 mês.

Rosa fez 4 meses ontem :)

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E aqui minhas fofoletes assistindo tv agora de manhã:

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Procura-se

Minha empregada doméstica avisou hoje que vai embora. A ex patroa dela (ela era vendedora numa loja) ofereceu o dobro pra ela voltar. Eu disse que td bem, não sou eu que vou atrasar a vida das pessoas, né? Daí ela aceitou e começa em março.

Agora estou na procura. Acho que vou ter que pegar pra agência, uma fortuna, mas fazer o que? Uma agencia boa, pq é uma coisa muito séria colocar qualquer pessoa dentro de casa. Vou pegar uma que seja babá e doméstica, com curso de babá e tal. A Laura vai pra escolinha em março, mas tenho a Rosa aqui. Vamos ver, tenho que ser rápida, mas estou louca de medo de me dar mal nessa.

Torçam por mim!

Bambo bô, bambolê

Há meses que a Laura pede um bambolê. Começou porque no “Xuxa só para baixinhos 7″ tem uma música que as crianças dançam com bambolê. Mas onde comprar um bambolê em pleno 2014??? Não achei!!! Só aquele desmontável que usei quando criança e realmente se desmonta todo, maior porcaria.

Então tudo que ela botava as mãos e conseguia dobrar na cintura virava bambolê. Cordões, cintos, espaguete de piscina, arco das cadeiras vibratórias. Daí sexta o papai teve uma brilhante ideia, entrou na garagem de mãos abanando e saiu de lá com um bambolê! Feito de mangueira e fita!

Imaginem a alegria da criança? Nos olhava com aquele olhar de plena felicidade, de que mal pode acreditar no que vê. Nunca na vida vou esquecer daquele olhar!

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Segue a vida

Todos os dias eu penso em escrever algo aqui no blog, daí lembro que faz séculos que não entro e perderei o maior tempão contando tudo. Então decidi que não vou contar nada…rs. Vou seguir como se tivesse entrado ontem, assim tento entrar todo dia aqui e postar nem que seja um parágrafo. O objetivo do blog é guardar justamente essas lembranças diárias, se demoro acabo esquecendo…

Bom,  quarta foi um dia normal…rs. Acordei, cantei a musiquinha de bom dia pra Rosa e deixei ela no meio da minha cama pra ir ao banheiro. Quando volto, 3 minutos depois, ela está a menos de 5cm da borda da cama, de bruços, tentando dar mais uma cambalhota. Deve ter dado no mínimo duas pra chegar ali! Maior sustão! Agora não deixo mais ela na cama sozinha, se preciso ir ao banheiro deixo ela no berço.

De tarde recebi uma notícia ruim, meu cachorro Tobias, um poodle de 12 anos que deixei com a minha mãe quando casei, está doente do coração :( Eu sei que ele é velho, mas não estou preparada pra perdê-lo.

De noite, lá pelas 23h, faltou luz. Foi só meia hora, mas foi um inferno!!! Está fazendo o maior calor já registrado na história aqui no RS, uma tristeza. Eu só tinha ar no quarto e um portátil aqui em casa, que colocava onde fosse necessário. Agora mandei botar ar em tudo, pq em td é necessário. Só não tem nos banheiros, e acreditem, faz falta. Seguro ao máximo pra não ir no banheiro e ser cozida no vapor!!!  Bom, outra vez já  faltou luz e a Rosa choooora pobrezinha. Mesmo sendo noite, eu abro a janela, ela já fica só de fraldas normalmente. Mas sente muito calor! Da outra vez demorou mais, dessa vez foi só meia hora. GAD a Laura não acordou, seria só pra sofrer.

Ontem por um milagre da natureza a Rosa deixou eu dormir até às 11h50min. Tá que amamento de 1 em 1 hora, às vezes menos, mas normalmente cedo ela quer levantar, ontem não, não sei o motivo, mas agradeço :)

De tarde o Márcio levou a Laura pra vacinar. Minha valente não chorou! E provavelmente estava sobrando algodão no posto de saúde…

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Depois foi a vez de levarmos a Rosa ao pediatra. Ela vai sempre no dia 15, porém ele vai sair de férias e adiantamos a consulta. Rosa está com 63cm e 6520kg. Ótima, maravilhosa, nas palavras do pediatra: se melhorar estraga!

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Gravidez após abdominoplastia – parte 3

Parte 1 http://camila.bordim.net.br/2012/02/08/gravidez-apos-abdominoplastia/

Parte 2 http://camila.bordim.net.br/2012/05/21/gravidez-apos-abdominoplastia-parte-2/

Então, pari minha segunda filha após cirurgia plástica abdominal (abdominoplastia). Dieferentemente da primeira gravidez, nessa não tive qualquer receio, pois sabia exatamente o que ia acontecer, ou seja, nada rs.

Minha barriga novamente cresceu pouco, porém eu engordei o dobro que na primeira gravidez, foram 4kg na primeira e 8 na segunda. Oito quilos não é muito, na realidade é menos do que o mínimo esperado, que seriam 9, mas eu já engravidei quase 5 quilos acima do meu peso. Por isso estou mais barriguda agora do que depois do parto da Laura, porque estou mais gorda. Sou gordinha, tenho gordura no corpo todo, na barriga também. Porém não perdi o resultado da cirurgia, continua reta, sem pneus ou flacidez. Não ganhei uma só estria em nenhuma das gravidezes.

Não tenho fotos mensais certinhas, mas reuni todas que pude. A qualidade é péssima porque quase todas foram tiradas com Ipad.

 - Com 6 semanas, 1 mês completo. Dá pra ver que estou rechonchudinha, mas é gordura mesmo, não gravidez:

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 - Aqui com 9 semanas, ou seja, quase 2 meses. Já estava barrigudinha, barriga dura de gravidez mesmo:

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- Aqui com 15 semanas, ou seja, 3 meses e uma semana. Redonda:

IMG_1453- Aqui 18 semanas, 4 meses completos:

foto0010-  Com 22 semanas, 5 meses completos:

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- Com 26 semanas, 6 meses completos:

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- Com 30 semanas, 7 meses completos:

05082013(001)- Com 34 semanas, 8 meses completos:

3- Com 39 semanas, ou seja 9 meses e 1 semana:

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E agora, tcharam!rs Fotos de 2 meses após o parto:

DSCN1931DSCN1928Continuo gordinha, igual ao que estava antes da gravidez.

Conclusão: a abdominoplastia não interferiu em nada na minha gravidez nem a gravidez na abdominoplastia!

 

Relato do parto da Rosa

Rosa sempre existiu. Quando resolvi ser mãe, sabia que teria mais de um filho. Mesmo ainda grávida da primeira eu já pensava na segunda. Eu necessitava da minha Rosinha aqui comigo!

Logo que a minha filha mais velha nasceu, nos dias seguintes, já senti falta de estar grávida. Tinha gostado de parir, queria outro parto. Também queria meu outro filho, ou melhor, filha! Queira uma irmã pra Laura! Queria que minhas filhas fossem mais que irmãs, fossem amigas! Assim, quando a mais velha completou 7 meses partimos pro plano Rosa (ela já tinha o nome escolhido há anos). Três meses depois engravidei!

Todos me julgaram por engravidar tendo um bebê de 10 meses. Normal, já esperava por isso. Nem dei muita bola, só queria curtir minha gravidez, que foi tranquila, tudo correndo dentro do esperado.

Ah sim, a espera. Laura, a mais velha, nasceu no dia que completaria 38 semanas. Estávamos esperando Rosa no mesmo tempo, ou antes, já que eu tinha muitas contrações desde as 35 semanas. Mas ela nasceu de 40 semanas e um dia, o que apesar de me deixar ansiosa, me agradou, porque queria ficar grávida o maior período de tempo possível (pelo prazer de estar grávida).

No dia 14/10/2013, dia previsto para o parto, acordei com cólicas. Cólicas do tipo menstrual. Apesar de no primeiro parto eu não ter sentido isso, sabia que era hora. Eu tinha consulta com meu GO perto do meio dia, mas antes de ir mandei mensagem perguntando se tinha perigo de nascer no carro (hahaha). Ele disse pra eu ir lá.

Na consulta, tudo ótimo. Recebi exame de toque e constatamos que tinha uma polpa de dilatação (o que descobri depois que é aproximadamente 1,5cm).  Ok, podia nascer daí algumas horas ou 2 semanas. Mas eu sabia que nasceria logo.

Não quis que meu marido trabalhasse de tarde, ficamos em casa. As cólicas aumentavam aos poucos, acompanhadas de contrações. Não mencionei as contrações antes porque as tive regularmente desde sempre, então nem considerei importante. Mas estavam lá, cólicas acompanhadas de contrações. De tardinha, pelas 18h, as cólicas mudaram de intensidade. Resolvi entrar na banheira pra ver se passava, mas não passou. Saí da banheira e chamamos a equipe.

Foi nesse instante que comecei a chorar! Porque sabia que não tinha mais volta, era trabalho de parto, minha filha ia nascer! Mas não era isso que eu queria? Era! Queria minha Rosa, mas ao mesmo tempo não queria perder meu bebê Laura. Pedi que a trouxessem, olhei pra ela e desabei num choro pior ainda! Eu comecei a me sentir muito culpada! Pra piorar, ela não quis ficar comigo. Era a hora que ela costuma brincar na rua, então óbvio que ela queria fuzarca, e não ficar dentro de um quarto com a mãe chorona. Foi a última vez que vi minha filha única (lágrimas ao escrever isso, porque apesar dela amar a irmã, e eu ter certeza que esse arranjo familiar foi o melhor pra gente, a culpa ainda me consome).

Ah, meu recém iniciado tp virou um circo. Porque assim que chamamos a equipe recebi visita! E é claro que as visitas ficaram pra acompanhar, junto com mais uma galera que minha mãe chamou. Na casa da minha mãe, não na minha, mas é quase do lado.

Pausa

Não contei que meu parto seria em casa, né? Mas foi um parto domiciliar planejado. A mais velha nasceu de parto natural, porém hospitalar. Não recebi nenhuma intervenção, mas ela recebeu todas. Não deixaria o mesmo acontecer com Rosa de maneira nenhuma. Como meu médico atende partos domiciliares, não tive problemas em esquematizar isso.

Despausa

A equipe (médico, enfermeira e doula) chegou pelas 20h30min. Eu já estava mais calma, não estava chorando. Ficamos no quarto conversando, meu marido junto, e a minha mãe – que não convidei mas também não vetei. Comemos guloseimas e conversamos besteiras, as contrações doíam mas eram suportáveis. Comecei a achar que não estava evoluindo, porque estava super confortável, achando tudo muito engraçado. As contrações eram visivelmente fortes, mas não o suficiente pra fazer eu parir daí duas ou três horas, eu sabia. Lá pelas 22 horas fizemos exame de toque e eu estava com 3cm. Eu já achava, antes de me dizerem, que a dilatação era pouca, porque o exame não doeu (os dois toques do meu primeiro parto foram as partes que mais doeram!).

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Resolvemos que todos iam embora e eu chamaria quando achasse necessário. A doula ofereceu pra ficar, mas não tinha sentido. Eu estava tri bem, além de não gostar de incomodar as pessoas por nada. Quando a equipe foi embora a parentada também foi, dei graças a deus. Nada contra a família, mas não era o que eu queria pro meu parto. Laura foi dormir na casa da minha mãe.

Meia noite e pouco fomos pro quarto (eu desci depois do exame de toque, fiquei conversando na sala, depois jantei) ver tv. Estávamos controlando as contrações pelo aplicativo do celular (há meses!), que lá pelas tantas ficaram de 5 em 5 minutos e começaram a doer nas costas. No parto da Laura eu não senti cólicas, apenas essa dor nas costas. Era mais ou menos 2h, ligamos pro médico. Não lembro direito o que ele me perguntou, mas ficou combinado que eu deitaria. Se as contrações espaçassem deitada, é porque não era hora ainda. E assim eu fiz. Deitada, o intervalo era de 8 minutos, às vezes 10.

Dormi! Entre uma contração e outra eu dormia, chegava a sonhar. Isso é uma enorme ironia do destino, porque eu sou insone, em noites  normais muitas vezes não prego o olho, mas parindo dormi profundamente. Quando vinha a contração eu apertava a mão do meu marido  (que roncava), falava aiaiai, marcava no celular e assim que acabava imediatamente dormia. Estava deitada de lado, sabia que assim doeria mais, mas queria mesmo era dormir, estava torcendo que as contrações espaçassem só pra dormir mais nos intervalos.

Às 4h30min resolvi que não ia mais ficar deitada. Estava me sentindo culpada (Camila, a rainha da culpa) por estar desperdiçando meu tp dormindo, além da dor ter aumentado e eu precisar ficar de pé pra aliviar. Acordei o marido, chamamos a equipe. Nesse instante recebi uma mensagem da minha irmã perguntando como estavam as coisas. Que sinistro ela sentir bem na hora, né? Ela não havia me mandado outras mensagens, foi a única. Respondi que havia chamado o médico, logo ela e minha mãe vieram.

A equipe chegou 5 e bem pouquinho. Nesse momento eu estava de quatro em cima da cama, com meu marido massageando a lombar. Novo exame de toque, novamente sem dor. Achei que não tinha evoluído por causa disso, mas eu estava com 6 pra 7cm! Além de grata por não sentir aquela terrível dor do toque do outro parto, fiquei feliz que a coisa agora era séria. No parto anterior fui de 5 pra 10cm em menos de 2 horas, sabia que evoluiria rápido.

A dor já era forte. Até brincamos, meu marido e eu, que era pra ele aproveitar e sair correndo fazer a vasectomia que deseja, porque naquele momento eu deixaria hahaha. Pensando bem, se eu estava fazendo piada era porque não estava tão forte, mas doía, com certeza.

Fui orientada a gritar “ahhhh” quando viesse a contração. Eu não queria gritar, pois sabia que minha família ouviria e eu não queria assustar ninguém. Porém, na hora da contração, era mais fácil gritar o que me mandaram do que discutir meus motivos, então gritei. Não é que foi bom? Segui gritando “ahhhhhh” nas contrações até o expulsivo.

Ah sim, tem o lance da duração das contrações. No outro parto a percepção que eu tinha era que minhas contrações eram curtíssimas, menos de 30 segundos cada, nesse idem. Porém descobri que depois que a minha contração para de doer ela continua agindo por um bom tempo! Ou seja, não acaba quando eu acho que acaba, não é curta. Mas assim que passava a dor eu ia fazer outra coisa, não ficava falando “ahhhh’.  Queriam que eu aproveitasse a contração até o fim, mas nem, o corpo faz tudo sozinho, pra que o stress? Tive preguiça :P

Ficamos no quarto, acocorando na hora da contração, apoiada com os braços na cama e as pernas dobradas da Zeza (enfermeira)  nas minhas costas. Ela estava apoiada no meu roupeiro, sentada no chão. Mas eu não gostei dessa posição, achei que ficaria incômoda pra ela. Se demorasse horas, ela ia ficar horas ali? Fiquei de pé sacudindo o quadril um pouco, só que coordenação de movimentos é um talento que me falta. Fiz tudo errado e não curti.

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Sugeriram banho. Não queria, pois no primeiro parto não foi bom. Mas como eu estava sem ideia melhor, aceitei. Enchemos a banheira e deixamos o chuveiro ligado, pra cair água na lombar. Gostei! Fiquei ajoelhada, na contração jogava o corpo pra trás e recebia massagem da doula.  Não sei quanto tempo fiquei assim, uns 15 minutos, talvez. Entrei na banheira perto das 6h e ela nasceu 7h16min, mas nesse intervalo não tenho muita noção de quanto demorou cada fase.

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Alguém sugeriu que eu deitasse de lado na banheira. Achei uma boa ideia, pra descansar as costas. Mas foi horrível! Bem desconfortável ficar assim durante as contrações. E o pior é que agora elas estavam bem próximas uma da outra e eu tinha medo de mudar de posição e não dar tempo de me ajeitar entre uma e outra, então fiquei um tempinho assim.

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Resolvi ficar na posição que estava no início, ajoelhada, só que pro lado oposto, ou seja, com a cabeça pro lado da banheira que é fechada pelo box.  De repente sinto vontade de fazer coco! Sinal que estava nascendo! Ou seria realmente coco? Não sabia, mas fiquei assustada. Ia nascer mesmo! O que ia fazer com 2 bebês? Onde eu estava com a cabeça quando engravidei? Dá pra parar tudo nesse instante e recomeçar daí um mês?

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Avisei que achava que ia nascer. A Zeza encostou no meu períneo algumas vezes, acho que pra ver se estava nascendo mesmo. Não gostei, não queria ninguém encostando em mim. Mas não tinha como eu reclamar, no momento da contração não dava pra falar nada e no intervalo eu tinha coisas mais importantes pra fazer, era muito rápido. E racionalmente eu queria mesmo saber se estava nascendo, se não era coco.

Gritei!!! Achei que não ia gritar no expulsivo, como gritei no primeiro parto. Mas gritei igual. Não tanto de dor como do medo da dor. Saber que vai passar um bebê pela minha vagina em poucos instantes me deixa um pouco nervosa, mesmo sabendo que é a parte que menos dói. No intervalo das contrações tentei ver, com um espelho, se estava vindo. Não tinha nada! Nadinha de nada. Achei que não ia nascer, que não estava no expulsivo, que estava louca, na verdade.

Daí um pouco entra o dr e diz pra eu virar pra frente. Não sei de onde ele saiu, foi a primeira vez que lembro de vê-lo durante o parto. Eu estava ajoelhada com a bunda virada pra parte de trás do box, e pretendia parir assim, meio de quatro. Tinha medo de trocar de posição e sentir mais dor, e a Zeza disse que eu podia ficar onde estava. Mas o dr começou a dizer pra eu virar pra frente, ficar de cócoras.  Permaneci onde eu estava, torcendo pra ele voltar de onde tinha vindo hahaha,  até que ele argumentou dizendo que se eu não virasse pra frente, no caso de precisar de alguma manobra, não poderia ser feita. Foi o suficiente pra me convencer.Virei.

Minha banheira tem barras laterais ,segurei nelas. Assim que senti o primeiro puxo dei um berro que deve ter acordado toda a vizinhança. Estourou a bolsa, mas nem vi, a Zeza que disse. Não consegui me segurar e me larguei pra trás, fiquei deitada apoiada pelos cotovelos. Nisso a Zeza disse: tá aqui já, tem uma circular, vou tirar…tá vindo…tá aqui! A dor passou completamente na hora que ela disse o “tá aqui já”. Não senti círculo de fogo, tenho curiosidade, mas agora só na próxima encarnação, eu acho. Quando ela disse que nasceu sentei na mesma hora e quis pegar a minha filha!

Surpresa! Rosa era cabeluda! Jurava que ia ser carequinha, como a irmã, e nasceu cheia do mais lindo cabelo pretinho. Me encantei na hora! Roxa, roxinha, azul quase. Linda! Peguei ela no colo, beijei e quando olhei pro rosto dela, estava de olhos abertos! Acho que foi o momento mais emocionante da minha vida.

Procurei meu marido com o olhar. Eu sabia que ele estava por ali, mas queria saber se ele tinha visto nascer e também se ele estava vivo hehehe. Ele estava ali sim, nos olhando. Perguntei as horas, 7h16min. Achei que era mais de 10 horas da manhã, não acreditei como ela nasceu rápido. Pedi pra chamarem minha mãe e cia ltda, queria, mais que mostrar a bebê, garantir que ninguém tinha morrido de desespero ao ouvir meus gritos rs.

Saí da banheira com a bebe nos braços, presa pelo cordão umbilical, e fomos pra cama. Senti uma contração, a placenta saiu. Eu mesma cortei o cordão, sem enxergar, mas foi legal porque eu morria de curiosidade. É duro! Lacerei na parte interna da vagina, levei 2 pontos. Doeu pra caramba pra dar os pontos, mas depois não doeu mais! Nem senti.

Rosa pegou o peito assim que deitei, todos os procedimentos foram feitos com ela mamando. Num intervalinho foi medida (51cm) e pesada (3300kg). Recebeu uma injeção de vitamina k,  por causa da minha possível deficiência dessa vitamina, já que fiz cirurgia de redução de estômago.

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Após a equipe ir embora Laura chegou, cantando. Nem deu bola pra irmã, queria era pular em cima da cama hahaha. Logo todos dormiram, menos eu. Nem acreditei como é simples parir e fiquei pensando como as pessoas fazem do nascimento um carnaval e fazem a gente acreditar que precisa realmente do circo todo! Não precisei de nada pra Rosa nascer, nem de ninguém. Nem força eu fiz! Como pode ser tão simples, né? Mas é! Parir é tão natural quanto respirar, não precisa que ninguém ensine, o corpo faz tudo sozinho.

Quanta diferença entre meus dois partos! Isso que os dois foram naturais, mas não tem comparação! Jamais entraria de novo nesta vida desnecessariamente em um hospital. Jamais submeteria outro filho ao ambiente hospitalar e a todas as intervenções que minha primeira filha sofreu.

Gostaria que todas as mulheres que assim desejassem pudessem ter essa experiência também. Que todas tivessem acesso à informação e pudessem parir em segurança no seu lar. E principalmente gostaria que todas as crianças do mundo fossem recebidas como merecem, com amor, respeito e paz.

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Crescendo

Minha Rosa completou 1 mês!

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É uma fofa, não incomoda em nada. Passa o dia no peito ou no sling (como agora), até ao banheiro vou de sling . De noite dormimos juntas. É cansativo sim, mas maravilhoso. Nunca mais ela vai querer ficar tanto com a mamãe assim, então preciso aproveitar!

A Laura está em pleno terrible two. Mas estamos nos saindo bem, eu acho. Cansa, mas ela é uma menina doce e inteligente, faz eu achar bonitinha toda e qualquer pirraça. Duro é não poder rir das artes e birras que ela faz hehehe

Meus dias, agora que o marido voltou a trabalhar, estão num ritmo pesado. Isso que eu tenho babá pra Laura, minha mãe morando do lado e empregada pra casa! A mulher que tem 2 ou mais filhos e não tem ajuda nenhuma merece uma estátua em praça pública, sério mesmo.

Uma coisa que tem me ajudado a manter a Laura distraída é a piscina de pRástico. Vejam a felicidade:

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Ela cada vez mais quer abraçar, beijar e cuidar da mana. É lindo de ver, termino o post com algumas fotos:

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AMAmentando

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Laura amamentando minha neta

 

Rosa está no seu 21° dia de vida, mamando LM (leite materno) exclusivamente e em LD (livre demanda), GAD.

Não está sendo fácil. Além das dores nos mamilos durante as mamadas, provocadas pela pega errada (que não consigo de maneira nenhuma acertar) ainda sinto dores horríveis nos seios após as mamadas, provocadas pela síndrome de Raynaud, que descobri só agora que tenho. Também me sinto fraca, passo o dia comendo alimentos hipercaloricos como chocolate, bolachas recheadas e etc, e mesmo assim se descuido já fico tonta e passo mal. Sinto fome o tempo todo.

Apesar disso tudo sinto-me  bastante confiante de que vou conseguir amamentar exclusivamente até os 6 meses da bebê, e depois até quando ela quiser. Tenho certeza que agora tudo só vai melhorar e de repente chegue uma hora que eu não sinta mais dores e amamentar se torne prazeroso.

Ah sim, amamentar não está sendo bom. Na realidade, é uma tortura. Eu preferia parir um bebê por dia do que amamentar, acho a dor mais suportável. E pq amamento então? Por amor!

Pq é o melhor pra saúde dela, então eu preciso fazer. Por mais que doa. Por mais que sugue minha energia.  É minha obrigação, e vou cumprir.